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SASIG II - Documentação e Trabalhos da Última Edição







Sim. Eu sei que o SASIG II - Jornadas para Software Aberto relativo a Sistemas de Informação Geográfica já se realizaram em 2009 - em Èvora. Mas, tal como eu, muitos de vós nunca ouviram falar sequer deste assunto, ou simplesmente não puderam comparecer, ou se calhar até compareceram mesmo. Para os primeiros 2 casos há uma boa solução que é acederem ao site (que está novamente online) e que ainda conserva os posters das comunicações e mais algumas delícias bem úteis.

http://evora.sigaberto.org/ - site do SASIG II (explorem)
http://evora.sigaberto.org/?q=node/87 - Posters
http://evora.sigaberto.org/?q=node/85 - Documentos e Ficheiros

Aproveito para vos dizer que o SASIG III se realizará dias 3, 4 e 5 de Novembro em Lisboa, no Campus de Campolide, no ISEGI, porém, mais novidades serão reveladas logo que o site oficial do evento esteja no ar e mais pormenores se saibam.



Bolsa para Mestre

Caríssimos

E como estamos na onda dos anúncios, a romaria pode continuar:

CEGFMI5000-BIM2010[1]

Carreira em SIG


Retirado de um artigo escrito por Luiz Amadeu:

Um grande amigo sempre me dizia que um profissional da área GIS para ser completo, tinha que escalar uma montanha pelos dois lados. Mas obviamente o esforço para chegar ao topo não seria igual e nunca poderia ser feito ao mesmo tempo. Sempre concordei com esse pensamento, principalmente porque ninguem domina todos os conhecimentos de uma área, pode ser especialista em determinado assunto, mas certamente existirá alguem que vai ser especialista em algo que o primeiro ainda não sabe por completo. Considero-me um profissional que foi ao topo por um dos lados e que agora começa a ir pelo outro. 
Vejamos o que faria um profissional que conseguisse subir essa montanha pelos dois lados e ao mesmo tempo.
O primeiro lado dessa montanha envolve conhecimentos  de cartografia, projeções cartográficas,escalas, criação e conversão de dados (em campo ou escritório), elaboração de mapas, consultas a base de dados geográfica, geoprocessing (model Builder por exemplo), etc.
Temos ai um perfil de um profissional capaz de criar, gerir e publicar mapas de diversas formas. Esse profissional tem que ter um conhecimento de todas as capacidades que o software utilizado tem a oferecer, para tirar o melhor proveito dele, afim de oferecer ao "cliente" um produto visualmente agradável, cartograficamente correcto e principalmente compreensível para quem vai ler o mapa(inclui-se ai, escala, legendas e elementos de apoio ao entendimento do mapa), tudo isso o mais rápido possível.
O segundo lado da montanha, envolve conhecimentos de programação(do mais básico ao mais avançado), criação e gestão de base de dados, criação e publicação de serviços de Webmapping, capacidade de análise para levantamento de necessidades junto a clientes, Certificações, Gerencia de Projectos, etc. 
Esse outro profissional, em muitos casos tem apenas noções de cartografia e das funcionalidades disponíveis no software, mas por outro lado é capaz de ver por dentro da aplicação e com um pouco de estudo será capaz de criar funcionalidades para automatizar tarefas que o primeiro profissional tem que fazer repetidamente, ou ainda ser capaz de criar serviços de mapas na WEB com tecnologias proprietárias e/ou open-source que vão interagir com banco de dados e com um ambiente multi-user.
Agora imagine-se a tentar subir essa montanha pelos dois lados e ao mesmo tempo. Fácil não? A não ser que você seja o Chuck Norris claro.
Daí que faz-se necessário ter um ambiente de trabalho diversificado com profissionais que vão trabalhar em conjunto para que cada um possa fazer aquilo que sabe melhor. Na teoria isso é muito bonito, mas sabemos que as empresas querem cada vez mais profissionais flexíveis que dominem muitos conceitos e ferramentas ao mesmo tempo, afinal ninguem pode esperar que vá fazer apenas uma coisa e somente ela o tempo todo. Daí que surgem aqueles profissionais que conseguem "invadir" o território de outro e com isso ter mais destaque e por consequência mais trabalho e/ou responsabilidades e com sorte um aumento no salário.
Diante desse cenário vamos ver abaixo quais seriam os requisitos de um profissional GIS completo.

Requisitos GIS
  •     Entrada de dados: Ser capaz de inserir dados em uma base com sucesso com o mínimo de erros. Isso inclui a edição em função das necessidades.
  •     Conversão de dados: A capacidade de converter os dados tanto de fontes velhas (digitalização) ou a partir de múltiplas fontes para qualquer formato comum ou um esquema comum.
  •     Manutenção dos dados: Ser capaz de manter os dados, arquivar corretamente e assegurar o controlo de qualidade.
  •    Edição e criação de Metadados: Manter logs de processamento de dados e informações relevantes para inclusão em metadados.
  •    Análise GIS: Ser capaz de realizar análises GIS para resolver problemas comuns. Ter capacidade de estender e modificar o padrão de análise existente.
  •    GIS Workflow: Compreender o fluxo de trabalho para realizar algum procedimento e ser capaz de segui-lo e melhorá-lo, conforme necessário.
  •     Model Building: Ser capaz de criar modelos de processos para permitir um fluxo de trabalho a ser construído. Se pensarmos no universo ArcGIS esses conhecimentos terão muita utilidade.
  •     Cartografia e Design Gráfico: Familiarize-se com os princípios cartográficos e princípios de design gráfico. Os mapas são usados em uma variedade de formas e apresentados em uma infinidade de meios de comunicação. Você precisa ser capaz de trabalhar com isso. Pense na cor, simbologia, fontes, etc. Ter conhecimentos de Corel Drawn e Photoshop podem fazer a diferença no resultado final. Um mapa a ser exibido na WEB é bem diferente de um mapa que vai ser impresso. 

 Habilidades de Programação
  •     Conhecimentos basicos de programação: Ser capaz de compreender o que é programação e o que pode fazer para resolver certos problemas. Conhece as vantagens e limitações de soluções personalizadas para problemas de programação, bem como as exigências do tempo para criar soluções.Nesse caso ter esses conhecimentos pode ajudar na hora de definir com um cliente a solução de um problemas, mesmo que não seja você a programar.
  •     Linguagens de programaçao: Familiarize-se com uma linguagem de programação ou script que muitas vezes é usado para criar Workflows ou de soluções personalizadas para os problemas. Para a linguagem script, tanto ESRI como a comunidade de opensource tendem a gravitar em torno de Python. Para linguagens de programação em geral, C + + vai lhe dar uma oportunidade de trabalhar em vários ambientes, enquanto o C# e as linguagens .Net oferecer boas ferramentas de desenvolvimento e interação com software baseado em Windows, isso sem falar em Java, PHP, etc. 
  •     Programação Orientada a Objetos: Aprenda os conceitos de programação orientada a objeto e ser capaz de aplicá-las em conjunto com sua linguagem de programação de escolha. A maioria dos SIG em desenvolvimento está se inclinando em direção a esse paradigma, também deve saber disso. 
  •     Arquitetura Basica GIS (Desktop e Web): Compreender a arquitetura do SIG e do método de comunicação entre as diferentes partes do SIG. Ser capaz de distinguir quando uma solução pode ser  baseada na Internet e no mix de comunicação e como ele iria trabalhar e claro porque usar uma solução Desktop.Saber a diferença e os impactos dessa decisão podem fazer a diferença nos custos do projeto como um todo. 
  •     Conhecimento e experiência em Web Services: Serviços Web estão em toda parte estes dias, e os SIGs não estão fora disso. Saber mais sobre eles, como funcionam e principalmente ter capacidade de fazer uso são essênciais

 Conhecimentos de Bases de Dados
 
Capacidade de compreender os modelos e estruturas de uma base de dados: Você deve ser capaz de explorar os modelos de dados no seu interior e compreender a estrutura do banco de dados. Muitas vezes, a estrutura será representado em diagramas (UML).
  •  Capacidade de design de Modelos de Dados: Você deve ser capaz de projetar modelos de dados. Você deve se familiarizar com as ferramentas de design de banco de dados, como o Microsoft Visio por exemplo. Para quem usa ArcGIS recomendo também conhecer o ArcGIS Diagrammer. 

 Gerenciamento de Projetos e Design
  •     Capacidade de traduzir necessidades em soluções: Frequentemente, você vai apoiar algum cliente (ou patrão) que não está familiarizado com os detalhes do SIG. Você precisa ser capaz de traduzir as suas necessidades em soluções que podem funcionar em seu domínio. Se não for possível, você também precisa ser capaz de dizê-lo e oferecer alternativas. Isso é semelhante à análise de requisitos utilizado no desenvolvimento de software.
  •     Boa comunicação e escrita: Você precisa ser capaz de comunicar de forma eficaz e com confiança com sua equipe e clientes. Isso é uma habilidade insubstituível. Ou você tem, ou não. Comunicação não se restringe à comunicação verbal. Você precisa ser capaz de comunicar claramente, por escrito, não só para se comunicar com seus clientes, mas também ser capaz de produzir relatórios de metadados e de seu trabalho. Muitos projectos correm mal por falhas na comunicação.
  •     Gerenciamento de Projeto: Muitas vezes negligenciados no mundo GIS, a formação formal em gestão de projetos é necessária para execução precisa do tempo e do custo principalmente.

 Outras habilidades
  •      Capacidade de aplicar conhecimentos em vários domínios: Habilidades em GIS, embora importantes, não são úteis se não pode ser aplicado a diferentes domínios. Seu conhecimento de outros domínios (como a biologia, a silvicultura,  ambiente, protecção civil, etc) irá permitir que você pense em formas criativas de aplicar suas habilidades do GIS em funções multi-disciplinares. O GIS é um meio para solucionar o problema, não o único.
  •     Habilidades em multi-plataformas e no mundo online/offline: Suas habilidades devem ser aplicáveis a diferentes plataformas. Não só você deve aprender a fazer Análise GIS, mas você deve ser capaz de obter resultados semelhantes usando outras plataformas (imagine se sua empresa resolve de uma hora pra outra migrar tudo para opensource) ou ainda ter soluções offline e online ao mesmo tempo. Estar preparado para diferentes visões de um mesmo mundo ajuda e muito.
  •     Habilidade de Suporte: Na maioria dos casos, GIS é utilizado como uma ferramenta de apoio dentro de grandes organizações. Como tal, muitas vezes os Analistas GIS tem a necessidade de interagir com os clientes, internos ou externos. Tenr capacidade de dar um bom suporte, mesmo para aquele cliente chato que te pede todos os dias para fazer um simples zoom no mapas, ajudam a estabelecer relações fortes e podem abrir boas oportunidades para você.




Suplemento SIG no Diário Económico

O Diário Económico publicou na quinta - feira, 25 de Fevereiro de 2010 um suplemento especial dedicado aos Sistemas de Informação Geográfica, intitulado "Como a Geografia pode impulsionar a sua Empresa" e inclui artigos de opinião das principais empresas no sector dos SIG, uma evolução da formação nas tecnologias geoespaciais e algumas referências de aplicação dos Sistemas de Informação Geográfica em Portugal, entre outros.
Podem consultar o documento completo aqui em PDF (o suplemento é a partir da página 33)

Podem fazer o download também no dropbox (sistema de gestão de ficheiros) na pasta artigos.

O tópico de discussão no fórum está aqui: participem!

MDT 30m para Portugal

Olá a todos.

Hoje venho inaugurar uma parte essencial do fórum e, penso eu, deste blog, que trata acerca do nosso Mestrado, mas, também de novidades acerca da nossa área e é isso mesmo que eu pretendo abordar.

MDT Portugal 30m (a base deste artigo é o blog Via Sig)

Em Junho do ano passado (2009), foi publicado o modelo digital do terreno global disponibilizado online e gratuitamente pelos EUA e Japão. Na altura, havia a esperança de que algum voluntário se oferecesse para obter os dados para Portugal, os processar e disponibilizar à comunidade. Hoje, é conhecida apenas a iniciativa da ESRI Portugal, que fez estes passos e disponibilizou o MDT aos seus utilizadores através do ArcGIS Online, permitindo o download dos dados já processados ou a sua utilização no ArcGIS de forma remota. O acesso remoto inclui até acesso via WMS, permitindo assim o acesso por utilizadores de outro software (não-ESRI). O endereço WMS pode ser consultado na lista de servidores nacionais WMS do grupo OSGeo-PT. Basta fazer copy/paste para um programa como Arcgis, QGIS ou o gvSIG para utilizar este MDT. Mais informação sobre o serviço e todas as formas de lhe aceder pode ser consultada no ArcGIS Online.

Mas para os utilizadores que preferem fazer o download dos dados, a solução da ESRI não é tão universal, já que o formato dos dados permite apenas a sua utilização em ArcGIS – isto porque o mdt é disponibilizado numa File Geodatabase.

Assim, foi feito esse pequeno trabalho, utilizado o MDT tratado na altura, e colocado online. Os passos que fiz foram estes:

  • convertido o mdt para o formato mais universal possível – GeoTIFF;
  • reprojectados os dados para o sistema de coordenadas também mais usado – Hayford-Gauss Datum 73;
  • comprimido o resultado num arquivo 7zip;
  • coloquei numa partilha pública no SkyDrive (serviço da Microsoft que oferece 25GB gratuitos).

Pode assim obter o mdt de 30m para Portugal acedendo a esta página e clicando na opção “Transferir”. (Brevemente este estará também no dropbox)


Algumas Notas


A reprojecção foi aplicada aos dados originais usando os parâmetros do IGP para a transformação Bursa-Wolf de WGS84 para DT73.

O ficheiro GeoTIFF foi criado usando o GDAL, e foi criado sem compressão (343MB), para depois conseguir atingir uma compressão elevada usando o 7zip. Só assim se conseguiu um arquivo com menos de 50MB, o máximo permitido pelo SkyDrive para um só ficheiro.

Para descomprimir o arquivo 7z é preciso usar o programa 7zip que podemos obter no site do 7zip:

- Versão 32 Bits

- Versão 64 Bits

O valor que representa ausência de dados no GeoTIFF é 32767. Pode ser confirmado usando o seguinte comando do GDAL:
gdalinfo –nogcp –nomd –norat –noct mdt_aster_pt_D73_GeoTIFF.tif
Depois de obter o GeoTIFF de 343MB, podemos convertê-lo para um GeoTIFF comprimido de 54MB, o que permite poupar algum espaço em disco. O comando para esta conversão é o seguinte:
gdal_translate -of GTIFF -co COMPRESS=LZW -co PREDICTOR=2 -co TFW=YES mdt_aster_pt_D73.tif mdt_aster_pt_D73_lzw.tif


Licença ASTER


A licença destes dados pode ser consultada aqui:
Open Access. Data from ASTER GDEM
https://lpdaac.usgs.gov/lpdaac/about/news_archive/wednesday_october_07_2009

Uma vez que os dados foram reprojectados, podem ser distribuídos.

Mais informação sobre o MDT ASTER:
http://www.gdem.aster.ersdac.or.jp/



Quem tiver dúvidas ou simplesmente quer comentar este artigo pode utilizar no fórum o tópico apropriado - MDT 30m para Portugal


 
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